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Clinicamente Falando ​

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QUANDO PROCURAR TERAPIA?
Períodos de stress, luto, incertezas, tristezas e conflitos fazem parte da vida de todos. Justamente por isso que é um pouco difícil perceber quando a situação sai do comum e exige a ajuda de um profissional. Conheça a seguir alguns sinais que indicam que é a hora certa de procurar um psicólogo e iniciar uma terapia.
 
INTENSIDADE DE EMOÇÕES
Com que frequência e intensidade você se sente nervoso ou triste? Se isso chega a atrapalhar o seu dia a dia, é sinal de que a intensidade das suas emoções está passando do normal. Preocupações desproporcionais e criação de cenários pessimistas fazem parte desse sintoma.
 
TRAUMA
Um acidente, o fim de um relacionamento, a perda de um ente querido ou outra mudança repentina na vida. Quando a dor causada pelo trauma não vai embora sozinha e a tristeza começa a interferir na rotina e no seu comportamento, é bom procurar um psicólogo para compreender porque você ainda se sente tão afetado por esse trauma e começar a trabalhar em uma melhora.
 
IMUNIDADE BAIXA
Cada vez uma coisa: dores de cabeça, problemas de estômago, dores no corpo ou gripes. Essas doenças podem estar sendo uma resposta do seu corpo a um problema psicológico. É bem comum isso acontecer, pois quando o nosso emocional está afetado, o nosso corpo reage.
 
DROGAS, ÁLCOOL OU COMPULSÃO ALIMENTAR
Na tentativa de anestesiar ou mascarar os sentimentos ruins, muitas pessoas começam a procurar conforto nas drogas, bebidas ou na alimentação. Se você percebe que está consumindo mais bebida alcoólica, ou sente mais vontade de procurar essas e outras substâncias químicas, é sinal de que algo não vai muito bem. A mudança no apetite também pode ser inversa e a pessoa não ter mais vontade nenhuma de se alimentar.
 
INSATISFAÇÃO
Os hobbies que você sempre teve, gostava e te faziam felizes, já não te chamam mais a atenção. Você não sente mais vontade de sair com os amigos, praticar um esporte ou frequentar um curso que antes gostava muito. É uma sensação de desilusão, de que tudo é vão e nada faz sentido. Podendo dar início a uma depressão.
 
RELACIONAMENTOS DESGASTADOS OU EM CONFLITO
Amigos, familiares e namorados ou esposos não te agradam mais e você possui dificuldade para interagir com eles. Muitas vezes, as pessoas mais importantes para você não conseguem compreender o que de fato está acontecendo, o porquê e o que podem fazer para ajudá-lo.
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A importancia do diagnóstico assertivo
 
Vivemos em um tempo em que precisamos estar formatados dentro de alguns padrões exigidos numa sociedade onde os fracos, tristes, deprimidos, angustiados, estressados, os que vivem um conflito, ou ainda, os que estão numa situação difícil, precisam de uma “pílula mágica” capaz de resolver seus problemas e torna-los aptos a se encaixarem nesse mundo que mais parece de fantasia. Porém nos esquecemos do lado sombrio e sem volta dos medicamentos milagrosos, muitas vezes nem sequer lemos a bula, deixando de tomar conhecimento dos terríveis (e quase nunca comentado) efeitos colaterais (você por acaso já teve curiosidade de ler uma bula de um medicamento assim ou assim!, se não, faça, você vai ficar impactado...) e esses sim trarão transtornos e doenças psiquiátricas para o resto da vida e isso não é fantasia. É interessante lembrar que antidepressivos e psicotrópicos podem a longo prazo trazer transtornos bipolares, depressão profunda, ansiedade, em muitos casos pensamentos suicidas esporádicos, sendo  quase impossível se livrar destes sintomas (para os quais serão exigidas doses cada vez mais fortes) . E nesse ponto deixamos de ser meros pacientes e nos tornamos eternos consumidores de medicamentos que alimentam um sistema altamente lucrativo, no qual o único beneficiário são as indústrias farmacêuticas, que se utilizam de um marketing fantasioso para vender um falso bem estar, atraindo mais e mais “dependentes químicos” ávidos por soluções imediatistas, que a longo prazo destruirão sua condição mental, comprometendo sua qualidade de vida.
 
O que fazer  quando surgirem esses sintomas que nos dão a sensação de que não podemos participar plenamente da vida em sociedade! O que fazer quando percebemos que nossos pequenos sofrem com dificuldades de aprendizagem e relacionamento que podem estar relacionadas a questões que vão desde TDAH a autismo!
Em primeiro lugar precisamos querer; estarmos dispostos a resolver os problemas de uma vez, pela raiz, atuando diretamente na sua causa. O tratamento medicamentoso de uma forma geral atua como paliativo nas consequências, mas, nunca na causa dos problemas de ordem emocional, conignitiva ou psicológica.
 
Segundo, precisamos acreditar que é possível, sim, tratar o problema em sua origem, de forma a se alcançar resultados expressivos, que podem promover uma verdadeira mudança na qualidade de vida. A busca por um profissional capacitado para orientar de forma correta na administração dos conflitos e descobrir a razão dos sintomas é fundamental nesse caso, pois como podemos nos proteger da agressão se não conseguimos ver onde estar o agressor. Vale lembrar que há uma infinidade de questões que não somos capazes de enxergar em nós mesmos. Não podemos sequer ver nosso próprio rosto sem a ajuda de um espelho. Imagina o que está impresso e escondido na intimidade da nossa mente.
Esse é o papel delicado e essencial do profissional de psicologia. Ajudar a enxergar o que não está ao alcance dos olhos, mas sim muito bem escondido e, por que não dizer, esquecido no mais íntimo da nossa mente.
 
O terceiro passo será dado por intermédio da efetiva ação de procurar um bom profissional de psicologia. Nos dias de hoje tem sido cada vez menor o preconceito em relação a esse ramo da saúde. Por simples desconhecimento, até bem pouco tempo, as pessoas relacionavam a psicologia à loucura, mas felizmente o acesso cada vez mais fácil à informação tem jogado luz sobre esse aspecto e pode-se verificar de forma lúcida que a psicologia é acompanhamento importante também nos casos de psiquiatria, num trabalho em conjunto, e seu foco principal é o tratamento das diversas questões emocionais a fim de que não se agravem.
Muitas doenças surgem devido a problemas que não resolvemos dentro de nós. Claro, podemos ter uma predisposição genética para diabetes, por exemplo, mas isso não quer dizer que seremos sentenciados à doença, pois fazendo uma boa dieta e adotando hábitos saudáveis de vida podemos minimizar ao máximo seus efeitos e quem sabe até impedir seu surgimento.
Pois é, estudos mostram que problemas não resolvidos: mágoas, angústias, tristezas agravam ou até desencadeiam diversos tipos de de doença, como alteração da pressão arterial, gastrites, descontrole intestinal, diabetes, problemas renais, e também sintomas como coração acelerado, dores no peito, insônia, depressão, ansiedade e outros.
Cuide de sua saúde e da saúde de seu filho! 
 
Por Rebeca Lima
Psicóloga e Psicopedagoga
 
 
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Como combater a insônia

 

A insônia é um distúrbio que impede uma pessoa de adormecer ou mesmo de permanecer dormindo, podendo ter um efeito devastador no corpo. Com frequência, causa excesso de cansaço, irrealidade, dificuldade de concentração e memorização, ansiedade e até mesmo depressão.
Segundo a revista especializada em sono “Sleep Council”, metade da população mundial sofre desse mal. A boa notícia é que é possível superá-lo.
Mas, então o que é possível fazer para combater a insônia? Há diversas maneiras para evitar tal distúrbio e as separamos para você. Confira:
Desacelere
Busque algo do qual você sinta prazer e tente se desligar de tudo a sua volta, um lazer, um hobbie, como ouvir sua música preferida, dançar, ler um livro, caminhar ao ar livre, ou meditar. Esqueça a correria do dia a dia.  Embora sejam práticas simples, o lazer é fundamental para o equilíbio mental e contribui para melhorar consideravelmente a qualidade do sono. Essas atividades aumentam também a capacidade de concentração e diminuem a ansiedade.
Faça exercícios físicos
Uma excelente maneira de diminuir insônia é praticando regularmente exercícios físicos, sejam eles aeróbicos, como correr, caminhar e nadar, ou anaeróbios, como a musculação. Ambos promovem o aumento serotonina, uma substância que ajuda a combater a insônia.
Mas, atenção! Não pratique nenhum exercício durante a noite, pois, nesse caso, o estímulo pode interferir negativamente no processo de adormecimento.
Tenha um sono regular
É importante acostumar o corpo e a mente a ter um horário regular de dormir e acordar. Esse ciclo, quando bem definido, condiciona a pessoa a descansar sempre em um determinado horário do dia. Se, por exemplo, você se habituar a ir dormir sempre às 22 h e acordar às 7 h, seu corpo e mente tenderão a entrar “automaticamente” em estado de repouso sempre entre esses horários. É o que algumas pessoas chamam de “relógio biológico” do corpo.
Prepare-se adequadamente para dormir
Evite ingerir alimentos de difícil digestão duas horas antes de dormir. Nesse caso, evite proteínas e carboidratos, desligue fontes luminosas, como celular, tablet, televisor e notebooks, 40 minutos antes de dormir, não consuma álcool antes de dormir, e evite tambem bebidas estimulantes, como café ou chá preto.
Procure um acompanhamento psicológico
Um dos motivos que podem causar distúrbio de sono são os problemas psíquicos não tratados. Hoje em dia, é comum as pessoas lidarem com diversos problemas tanto na área profissional quanto pessoal, e isso pode causar aumento do estresse, angústia e depressão.
Com o acompanhamento de um profissional qualificado, lidar com emoções potentes e gerenciar os sentimentos, de modo a não deixá-los afetar o sono, é possível. Pode-se tratar inclusive de alguma questão imconsciente da qual aparentemente você não faça associação. Por isso, em muitos casos a melhor maneira de se livrar desse distúrbio é procurando um psicólogo.

 

 

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Quais os sinais que você pode estar com depressão
 
Muitos sintomas da depressão, tida como uma das mais incapacitantes do mundo pela OMS (Organização Mundial de Saúde) são confundidos com uma persistente tristeza.
O autodiagnóstico, entretanto, é um primeiro passo fundamental, já que é a partir dele que compreendemos o quanto necessitamos do apoio dos que estão a nossa volta e de orientação psicológica para tratar o distúrbio.
No Brasil, cerca de 17 milhões de pessoas sofrem com depressão, alterações nos neurotransmissores do cérebro (como a serotonina, a noradrenalina e a dopamina)  associado a diferentes situações, tais como:
Frustrações (dependência financeira, desemprego, desilusões, abandono, e etc.)
Traumas (como acidentes ou o falecimento de um amigo ou familiar)
Abuso de substâncias (bebidas alcoólicas, remédios e drogas ilícitas)
Efeito colateral de medicamentos
Fatores genéticos
ou alguma circunstancia ocorrida na vida da qual o indivíduo nao consiga superar
Tudo isso pode gerar um quadro debilitante e difícil de se livrar sem ajuda. Por isso, aprenda a identificar os os sintomas apresentados na depressão normalmente sao:
1. Cansaço constante e indisposição frequente 
falta de motivação, as atividades são substituídas por períodos de inatividade e o isolamento se torna a melhor companhia. Caso não haja uma explicação para essa transformação no comportamento, convém buscar orientação psicológica para compreender a mudança.
2. Sensação contínua de tristeza
O que difere a tristeza habitual da depressão, segundo especialistas, são a frequência e a intensidade do sentimento: caso ela persista por mais de 15 dias, sem intervalos, é possível que a melancolia tenha um diagnóstico.
No entanto, é necessário investigar a origem desse desamparo. Primeiramente, um diálogo aberto com pessoas de confiança pode facilitar a busca por uma explicação, mas o diagnóstico e ajuda psicológica são mais que fundamentais nesse processo.
3. Alterações no apetite e no sono
Dormir demais (ou muito pouco) e sentir nenhuma (ou muita fome) são quadros sintomáticos comuns na pessoa deprimida.
É importante se atentar se existe algum motivo revelador por trás disso — transtornos como a ansiedade, por exemplo, podem alterar a qualidade do apetite e do sono — ou se essas dificuldades surgiram junto aos outros sinais que apontamos aqui.
4. Dores pelo corpo
Além dos sinais psicológicos, a depressão ataca, indiretamente, o corpo, que reflete a angústia generalizada em dores ou disfunções, como:
Tensão acumulada nos músculos, ombros e pescoço;
Cólica, diarreia ou azia;
Pressão no peito;
Dores de cabeça.
Por ter relação indireta com a doença, muitos ignoram os sintomas físicos, quando, na verdade, eles podem nos ajudar no diagnóstico.
Como é feito o diagnóstico
Existem dezenas de sintomas que ajudam a reconhecer a doença, mas, em geral, especialistas apontam que o quadro depressivo é melhor identificado quando há a presença de pelo menos 5 deles — sendo que nem sempre todos os sinais se revelam. Por exemplo: nem todos sofrerão de azia, como um sintoma relacionado à depressão.
É por isso que o autoconhecimento é crucial para saber se estamos entrando em depressão. Identificar a súbita mudança comportamental é significativo para buscar ajuda. Nesse processo, o auxílio de um psicólogo é muito importante para a descoberta e a prescrição de um tratamento adequado.
Vale ressaltar que ignorar os sintomas — e a doença em si — não vai fazê-los desaparecer. Pelo contrário: há grandes chances de agravar o quadro, levando a problemas graves, como a depressão crônica e o aprofundamento da tristeza (que, por sua vez, pode aumentar o desamparo, desenvolver pensamentos mórbidos e levar, até mesmo, ao suicídio).